MACAÉ: RIVERTON VÊ EM CHICO CHANCE DE VOLTAR A MANDAR

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E já está praticamente em campanha em favor do pré-candidato do PDT, Francisco Machado Neto.

“Macaé Sociedade Anônima”. Ao que tudo indica é essa a nomenclatura da administração municipal de Macaé na visão do ex-prefeito Riverton Mussi. Inelegível pelo menos até o pleito de 2020 e cheio de pendências junto ao Tribunal de Contas do Estado, Riverton já está praticamente em campanha pela sucessão do prefeito Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio, numa empreitada em favor do vereador Francisco Machado Neto, o Chico Machado, pré-candidato pelo PDT e um dos citados no escândalo denominado “Farra das Desapropriações”, no qual uma propriedade de sua família foi adquirida por R$ 42 milhões.

Sociedade anônima, na acepção da palavra, é a forma jurídica na qual o capital social de uma empresa não é atribuído a um nome específico, mas dividido em ações que podem ser transferidas livremente e, segundo alguns dos próprios aliados do ex-prefeito, o acordo formado para apoiar o hoje vereador incluiria exatamente isso, uma transferência de “ações” com o loteamento de cargos importantes em um eventual futuro governo Chico Machado.

A longa lista de débitos com o Tribunal de Contas parece não inibir o ex-prefeito, que demonstra não estar dando a mínima importância ao fato de o município – com base em parecer do TCE – ter decidido cobrar na Justiça a devolução de mais de R$ 130 milhões para restituir os cofres públicos dos prejuízos apontados pela corte de contas. Um relatório do Tribunal de Contas do Estado pontuou várias irregularidades nas desapropriações de terrenos e edificações ocorridas na gestão do ex-prefeito Riverton Mussi, quando, entre 2005 e 2008, o município adquiriu áreas e prédios que pertenciam à parentes de vereadores, empresários e membros do governo.

Pelo que foi apurado, a desapropriação mais cara foi a de uma área de 456 mil metros que pertencia a família de Francisco Alves Machado Neto, o vereador Chico Machado, com valor fixado em mais de R$ 42 milhões. De acordo com a Prefeitura, a desapropriação ocorreu para possibilitar execução de planos de urbanização, o que Riverton Mussi sequer teria iniciado.

Foto: Reprodução Facebook

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